O escritor Affonso Romano de Sant'Anna esteve em Fortaleza para realizar duas conferências e lançar seu novo livro: "O Enigma Vazio- Impasses da Arte e da Crítica".
A primeira conferência (A Questão da Autonomia do Sujeito e a "Liberdade" da Criação Artística) foi proferida na Universidade Federal do Ceará, e a segunda, tendo como tema sua nova obra, foi realizada no Centro Cultural Oboé, onde também ocorreu o lançamento.
Tive o prazer e a honra de rencontrá-lo. Convidados por Luciano montezuma e Newton Freitas, almoçamos juntos.
Após uma passagem pela TV Assembléia, onde ele concedeu uma entrevista, fomos ao meu atelier. É claro que um privilégio dessa magnitude eu não deixaria passar em branco, ou seja, fiz algumas fotos para registrar esse momento tão significativo.
Afonso Romano de Sant'Anna, além de grande escritor, poeta, humanista, se apresenta hoje, no cenário mundial, como um dos mais importantes pensadores das questões relativas à Arte atual.
Com sua profunda erudição, analisa não apenas os impasses da "arte contemporânea", mas, também, os da crítica de arte.
Para Affonso Romano de Sant'Anna apenas uma leitura interdisciplinar se mostra capaz "de enfrentar o enigma vazio trazido por certo tipo de arte e, sobretudo, de não-arte. A linguítica, a filosofia, a sociologia, a antropologia, a psicanálise, a economia, a política, o marketing e outras disciplinas são apropriadas para tratar deste produto ou commodity que se anuncia abertamente como não artístico como não-artístico e não-estético". (citação extraída da apresentação de "O Enigma Vazio" p.14)
O escritor, através de sua recente produção : "Barroco-do Quadrado à Elipse", "Desconstruir Duchamp", "A Cegueira e o Saber" e "O Enigma Vazio - Impasses da Arte e da Crítica", nos conduz diretamente ao centro do caos em que se encontra a arte atual, evidenciando todas as suas mazelas e feridas. No entanto, essa jornada é realizada em uma barca segura, forjada com argumentações sólidas, contundentes e com saberes extremamente bem relacionados e fundamentados. Desse modo, então, a viagem de volta, além de reveladora, é garantida.
Aproveitei a oportunidade para presentear o poeta com um retrato dele que eu havia pintado.