Na companhia de François Cuillandre, prefeito de Brest e Rodolphe Trindade.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
"HISTÓRIAS DE PESCADORES"
Na companhia de François Cuillandre, prefeito de Brest e Rodolphe Trindade.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Dia 10 de julho sigo, convidado pela trupe do Pirata, para Best, na França, onde iremos participar do Festival Náutico de Brest, um evento importantíssimo desta cidade.Estou levando a exposição "Histórias de Pescadores". Nessa mostra busco retratar, além do ponto de vista físico e arquetípico de nossos jangadeiros, um pouco do universo mítico e fantástico relacionado às “Histórias de Pescadores”, daí o título dessa série de desenhos.
Trata-se, portanto, de uma exposição que tem o propósito de divulgar a nossa cultura com o foco concentrado nessa figura icônica de nossa terra: o jangadeiro. Voilà algumas das obras:
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
DIÁLOGOS
ESTRIGAS
NICE
HELOYSA JUAÇABA
HÉLIO RÔLA
ZÉ TRACÍSIO
DESCARTES GADELHA
ASCAL
FÉLIX
JOSÉ MESQUITA
ROBERTO GALVÃO
ADERSON MEDEIROS
ALANO FREITAS
CARLOS COSTA
VANDO FIGUEIRÊDO
EDUARDO ELOY
JOSÉ GUEDES
FRANCISCO VIDAL JÚNIOR
CLAUDIO CESAR
TOTONHO LAPROVITERA
MANO ALENCAR
FRANCISCO DE ALMEIDA
HEMETERIO
Todos os retratos foram executados em óleo sobre tela, 150 x 250 cm, entre os anos 2006 e 2011. Os artistas intervieram com diferentes técnicas: óleo, acrílica, pastel, carvão, etc.
NICE
HELOYSA JUAÇABA
HÉLIO RÔLA
ZÉ TRACÍSIO
DESCARTES GADELHA
ASCAL
FÉLIX
JOSÉ MESQUITA
ROBERTO GALVÃO
ADERSON MEDEIROS
ALANO FREITAS
CARLOS COSTA
VANDO FIGUEIRÊDO
EDUARDO ELOY
JOSÉ GUEDES
FRANCISCO VIDAL JÚNIOR
CLAUDIO CESAR
TOTONHO LAPROVITERA
MANO ALENCAR
FRANCISCO DE ALMEIDA
HEMETERIO
Todos os retratos foram executados em óleo sobre tela, 150 x 250 cm, entre os anos 2006 e 2011. Os artistas intervieram com diferentes técnicas: óleo, acrílica, pastel, carvão, etc.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
NOITE DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO "DIÁLOGOS" NA LIVRARIA CULTURA
JORNAL O POVO / VIDA E ARTE
As telas viraram páginas
Transcendendo a linguagem da pintura, a série de quadros Diálogos, do artista plástico Fernando França, agora vira livro a ser lançado hoje na Livraria Cultura
28.11.2011| 01:30
Não era para menos, sobretudo depois do sucesso da série na recente exposição do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A dimensão disso pode ser medida pelas palavras do escritor Affonso Romano de Sant’Anna, na contracapa do livro: “Fernando, com essa série acho que você deu uma sacudidela na arte do Ceará, quiçá do Brasil: reuniu, fez pensar, parodiou, parafraseou, produziu algo histórico”.
“Pensei a ideia do livro porque a série tem esse aspecto documental, então eu quis fazer um registro do processo de criação de cada um dos artistas”, explica Fernando. Dividido em vários capítulos, a obra intercala pinturas e textos, escritos por nomes como, por exemplo, Gilmar de Carvalho e Nilo Firmeza, o Estrigas, que é também um dos retratados na série. O projeto do livro foi um dos contemplados pelo Edital das Artes, da Secretaria da Cultura do Estado (Secult). Além disso, a iniciativa resultou também em um documentário produzido por alunos da Universidade de Fortaleza (Unifor), que será exibido na noite de autógrafos.
Fernando diz que seu objetivo desde o início dos trabalhos era a valorização dos artistas locais. “Temos uma produção de muita qualidade na pintura, aí pensei nos diálogos para valorizar o que a gente produz e para as pessoas terem acesso, conhecerem nossos artistas”, diz Fernando, acrescentando que até a grande dimensão dos quadros (1,5m x 2m) contém um simbolismo da grandeza dos artistas cearenses. Fernando pintava os retratos e deixava um espaço para que os próprios retratados interferissem na tela, em uma espécie de balão inspirado nas histórias em quadrinhos. O livro reforça ainda mais essa interação.
A ideia que motivou o artista a realizar a série surgiu em 2006, quando ele fazia uma residência artística na França. A distância de sua terra natal trouxe a inspiração da qual precisava. “Geralmente quando você está vendo de fora acaba tendo uma visão mais clara das coisas”, reflete. Perguntado sobre o que é preciso para que iniciativas de fôlego como essa se tornem mais frequentes no cenário artístico do Estado, Fernando diz que “a questão toda passa pela educação”, sendo que o poder público deveria estar comprometido com a formação cultural desde a fase infantil.
O que mais marcou em todo o processo, segundo o artista, foi o diálogo, a convivência com os demais artistas e a “capacidade de perceber e aprender com o outro”. “Estou muito feliz de ter feito (a série), fica um documento importante pro nosso Estado”, destaca. E para que a riqueza desse acervo fique disponível de forma permanente para todo o povo cearense, Fernando diz que pretende negociar a venda dos quadros para o Estado, através da Secult.
SERVIÇO
DIÁLOGOS
O quê: Lançamento do livro de Fernando Franca, com noite de autógrafosQuando: hoje (28), às 19h
Onde: Livraria Cultura, no Shopping Varanda Mall (Av.Dom Luís, 1010, Aldeota)
Quanto: R$ 100
Entrada franca
Outras info.: 4008 0800
Estacionamento no shopping
Marcos Robério
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
MARINA SILVA EM "DIÁLOGOS"
Marina, Fernando e Monica.
Marina, Fernando e Pedro Ivo
Hoje tive o prazer e a honra de receber minha amiga Marina Silva na exposição "Diálogos".
Marina, Fernando e Pedro Ivo
Hoje tive o prazer e a honra de receber minha amiga Marina Silva na exposição "Diálogos".
terça-feira, 27 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA FALA SOBRE "DIÁLOGOS"
BALANÇO DA PINTURA NO CEARÁ
Postado por Affonso Romano, em 28/08/2011, às 22:32
O pintor Fernando França abriu no Dragãodo Mar/Fortaleza, exposição original: é ao mesmo tempo uma exposição de quadros seus mas é também um levantamento critico-pictural da pintura do estado que nos deu Aldemir Martins e Antonio Bandeira. Pintou uma série de quadros em que os pintores da região são personagens e intereferem na própria tela. É uma história viva da pintura cearense. Veja/leia a matéria publicada no Diário do Nordeste: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1030424
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
RETRATOS DO OFÍCIO ARTÍSTICO
JORNAL O POVO - VIDA E ARTE
Retratos do ofício artístico
Abordando os próprios artistas e evidenciando a riqueza da pintura cearense, a mostra Diálogos Fernando França será aberta hoje no Centro Dragão do Mar
24.08.2011| 01:30
O artista plástico Hélio Rola é retratado na exposição (FOTO DIVULGAÇÃO) A mostra reúne 23 grandes telas, cada uma delas com um retrato de um artista plástico cearense, pintados por Fernando França. A ideia surgiu em 2006, quando Fernando estava fazendo uma residência artística na França. O distanciamento de sua terra e de seus amigos provocou no artista a nostalgia seguida de uma visão mais clara de seu núcleo, sua realidade e seu lugar no mundo. “Quando você está fora do seu espaço, passa a ter uma visão mais clara do seu lugar”, explica Fernando. Ele compara essa percepção a uma tela impressionista, que é constituída por inúmeros pequenos pontos e, quando nos afastamos, podemos visualizar melhor a imagem formada pelos pontos.
Rememorando o ambiente artístico do qual já faz parte há mais de 20 anos, Fernando penetrou nos aspectos que constituíram sua própria identidade enquanto pessoa e artista. A intenção, segundo ele, foi fazer um recorte do panorama atual da pintura cearense, valorizando a “diversidade pictórica do Ceará e sua inquestionável qualidade”. Além disso, os quadros foram pensados também como uma forma de diálogo entre esses artistas, sendo que Fernando pintava os retratos e deixava um espaço para que os próprios retratados interferissem na tela, em uma espécie de balão inspirado nas histórias em quadrinhos. “Quis fazer a imagem do artista e do trabalho dele dentro do mesmo quadro, uma metalinguagem, como se fosse um quadro dentro do outro”, comenta Fernando.
Assim, ao longo de cinco anos, foram sendo postos na tela os retratos dos mais célebres pintores cearenses da atualidade, como Zé Tarcísio, Hélio Rôla e Nilo de Brito Firmeza, o Estrigas. Mais do que promover o diálogo artístico, Fernando explica que por trás da exposição está a vontade de fazer uma grande homenagem aos artistas, que muitas vezes não têm seu talento e importância reconhecidos como deveriam. “Por isso somos nós artistas que temos que valorizar mais a nossa cultura, nossa produção”, conclama.
Durante a abertura da exposição, será lançado também um documentário e um livro homônimo, editado a partir de edital da Secretaria de Cultura do Ceará (Secult) e que traz pinturas e descrições sobre o processo que culminou na exposição.
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO DIÁLOGOS, DE FERNANDO FRANÇA
Quando: Abertura hoje (24) às 19h (em cartaz até 6 de novembro)Onde: Memorial da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
Entrada franca
Outras info.: 3488 8600
Marcos Robério
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PINCELADAS CEARENSES
DIÁRIO DO NORDESTE
Terça-feira - 23 de agosto de 2011Caderno 3
ARTES PLÁSTICAS
Pinceladas cearenses
Publicado em 23 de agosto de 2011
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A exposição "Diálogos", de Fernando França, será inaugurada amanhã, às 19h30, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, reunindo retratos de artistas plásticos cearenses e dando uma mostra da atual produção no Estado
Os retratos dos 23 artistas plásticos cearenses impressionam pela grandeza das obras e pelas dimensões das telas em si. Em cada quadro de 1,5 x 2 metros, um artista é retratado por Fernando França e o próprio figurado interfere na tela, imprimindo um pouco de sua arte à composição, em uma inusitada busca metalinguística por identidade.
As obras estarão reunidas na exposição "Diálogos", que será aberta amanhã, às 19h30, no Memorial da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). Fazem parte do projeto os artistas Estrigas, Nice, Heloísa Juaçaba, Hélio Rôla, Zé Tarcísio, Descartes Gadelha, Ascal, Félix, José Mesquita, Aderson Medeiros, Alano, Roberto Galvão, Carlos Costa, Vando Figueiredo, Eduardo Eloy, Francisco Vidal Júnior, José Guedes, Cláudio César, Totonho Laprovitera, Mano Alencar, Francisco de Almeida, Hemeterio e o próprio Fernando.
Eles foram convidados para a abertura da exposição, que inclui ainda o lançamento de um livro com registros do processo criativo de cada quadro por meio de fotografias e um documentário.
As obras começaram a ser pintadas em 2006, com alguns hiatos entre a produção de um quadro e outro, consequências de uma proposta delicada que inclui o recorte dos 22 artistas e o convencimento de cada um em deixar-se ser tocado pela obra de Fernando. "Conversei com todos os envolvidos. Alguns não aceitaram de início, mas no fim todos participaram", lembra.
A ideia surgiu quando Fernando fazia uma residência artística na França, o que, segundo ele, deu-lhe o distanciamento necessário para perceber a realidade da produção de artes plásticas cearenses. "Percebi a qualidade e a diversidade de artistas que temos e que somos nós quem temos que valorizar essa produção, não esperar que alguém de fora faça. Eles fazem isso com seus artistas", defende.
Reverenciando os artistas da terra, a série é pautada de forma a abranger as diversas gerações de artistas em atividade no Estado e a diversidade de técnicas e estilos utilizadas. "Sempre tem quem fique de fora. A coisa do recorte é isso, não tem como abranger todo mundo. A ideia é fazer uma coisa representativa do momento da pintura hoje aqui", justifica, ainda, em referencia aos nomes que por ventura ficaram de fora.
Quadrinho
Traço marcante na obra de Fernando França, os elementos das histórias em quadrinhos são também aplicados nesta série como uma forma de ampliar as possibilidades da tela e abrindo espaço para a intervenção de cada artista. "Quando elementos dos quadrinhos são inseridos no retrato, dão um certo dinamismo. Aqui, o retratado expõe também a sua imagem e essa imagem constrói o retrato", reflete. Ele defende a importância dos quadrinhos para a arte ainda que seja uma expressão vinculada a cultura de massas. "Ainda leio, coleciono histórias em quadrinhos. Existem grandes artistas no mundo dos quadrinhos que geralmente quem trabalha com pintura desconhece". Fernando avalia que no atual momento as artes plásticas, em especial a pintura, têm voltado com força no mundo todo, sobretudo na linha mais figurativa. "Acho que essa série mostra que existe produção grande e significativa. Pessoas continuam pintando, mesmo com novas técnicas, novas formas de expressões", ilustra. O artista critica ainda uma tendência local a valorizar uma arte dita contemporânea, de formas abstratas, como única representante da produção atual.
"Existe, sobretudo, em espaços públicos a predominância de determinadas técnicas ou trabalho. Essa mostra expõe que há uma diversidade de linguagens. Mostra que, na contemporaneidade, tudo isso está inserido", argumenta. Todos os quadros foram pintados em óleo sobre tela, com um espaço para intervenção dos artistas retratados preparado para receber as técnicas de cada um. Entre elas, foram utilizadas, ainda, tinta acrílica, pastel, nanquim e carvão.
O livro
Cada artista foi convidado ao ateliê do anfitrião onde travavam um primeiro contato com o retrato e ali propunham sua intervenção. "Ele ficaram surpresos, até pela dimensão, porque a gente não é acostumado a se ver deste tamanho. Mas a maioria se reconheceu na tela e percebeu que eu tinha captado a personalidade de cada um", conta, destacando a natureza sublime da vivência que ele teve com cada artista, acompanhando seus processos criativos, aprendendo sobre suas técnicas e conversando com cada um.
Esse momentos foram registrados em fotografias reunidas em um livro que leva o mesmo nome da exposição, destacando um capítulo para cada artista onde é mostrado passo a passo da intervenção e o resultado final. O livro foi editado e impresso pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, contemplado no Prêmio J. Ribeiro de Publicação de Álbum/Livro de Arte, do I Prêmio Literário para Autor(a) Cearense, em 2010. Ele será vendido na exposição por R$ 80.
MAIS INFORMAÇÕES:
Diálogos - Abertura da exposição, amanhã, 19h30, no Dragão do Mar (Rua Dragão Mar, 81, Centro). Contato: (85) 3488.8600
Projeto rendeu documentário feito por alunos da Unifor
Além do registro fotográfico publicado em livro e das obras em si, a exposição "Diálogos" traz à luz do público um documentário elaborado por alunos do Grupo de Estudo de Documentário (GEDoc) do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza (Unifor) com depoimento dos 22 artistas convidados por Fernando França, que falam de seus processos criativos, suas percepções e concepções de arte.
Durante três meses, os alunos se debruçaram sobre as obras dos artistas retratados na exposição, gravando depoimentos onde eles comentam a experiência de ter suas obras visitadas pela de Fernando França e o desafio de intervir no resultado final das telas, dialogando e imprimindo seus traços.
O vídeo será lançado em uma primeira exibição durante a abertura da exposição, no dia 24, às 19 horas, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). De acordo com o coordenador do Grupo de Estudos professor Valdo Siqueira, a ideia é fazer também um recorte panorâmico da pintura cearense, "oferecendo ao espectador o retrato e a palavra gravada de cada criador".
Produção
O documentário foi produzido em 2011, após a finalização dos retratos da mostra. Cada artista comentou um pouco da sensação de se ver retratado e sobre a experiência criativa desenvolvida no ateliê de Fernando, propondo uma reflexão sobre os simbolismos da mostra, no uso da metalinguagem, dimensões das telas e recorte feito sobre a produção artística cearense.
FÁBIO MARQUESESPECIAL PARA O CADERNO 3
Os retratos dos 23 artistas plásticos cearenses impressionam pela grandeza das obras e pelas dimensões das telas em si. Em cada quadro de 1,5 x 2 metros, um artista é retratado por Fernando França e o próprio figurado interfere na tela, imprimindo um pouco de sua arte à composição, em uma inusitada busca metalinguística por identidade.
As obras estarão reunidas na exposição "Diálogos", que será aberta amanhã, às 19h30, no Memorial da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). Fazem parte do projeto os artistas Estrigas, Nice, Heloísa Juaçaba, Hélio Rôla, Zé Tarcísio, Descartes Gadelha, Ascal, Félix, José Mesquita, Aderson Medeiros, Alano, Roberto Galvão, Carlos Costa, Vando Figueiredo, Eduardo Eloy, Francisco Vidal Júnior, José Guedes, Cláudio César, Totonho Laprovitera, Mano Alencar, Francisco de Almeida, Hemeterio e o próprio Fernando.
Eles foram convidados para a abertura da exposição, que inclui ainda o lançamento de um livro com registros do processo criativo de cada quadro por meio de fotografias e um documentário.
As obras começaram a ser pintadas em 2006, com alguns hiatos entre a produção de um quadro e outro, consequências de uma proposta delicada que inclui o recorte dos 22 artistas e o convencimento de cada um em deixar-se ser tocado pela obra de Fernando. "Conversei com todos os envolvidos. Alguns não aceitaram de início, mas no fim todos participaram", lembra.
A ideia surgiu quando Fernando fazia uma residência artística na França, o que, segundo ele, deu-lhe o distanciamento necessário para perceber a realidade da produção de artes plásticas cearenses. "Percebi a qualidade e a diversidade de artistas que temos e que somos nós quem temos que valorizar essa produção, não esperar que alguém de fora faça. Eles fazem isso com seus artistas", defende.
Reverenciando os artistas da terra, a série é pautada de forma a abranger as diversas gerações de artistas em atividade no Estado e a diversidade de técnicas e estilos utilizadas. "Sempre tem quem fique de fora. A coisa do recorte é isso, não tem como abranger todo mundo. A ideia é fazer uma coisa representativa do momento da pintura hoje aqui", justifica, ainda, em referencia aos nomes que por ventura ficaram de fora.
Quadrinho
Traço marcante na obra de Fernando França, os elementos das histórias em quadrinhos são também aplicados nesta série como uma forma de ampliar as possibilidades da tela e abrindo espaço para a intervenção de cada artista. "Quando elementos dos quadrinhos são inseridos no retrato, dão um certo dinamismo. Aqui, o retratado expõe também a sua imagem e essa imagem constrói o retrato", reflete. Ele defende a importância dos quadrinhos para a arte ainda que seja uma expressão vinculada a cultura de massas. "Ainda leio, coleciono histórias em quadrinhos. Existem grandes artistas no mundo dos quadrinhos que geralmente quem trabalha com pintura desconhece". Fernando avalia que no atual momento as artes plásticas, em especial a pintura, têm voltado com força no mundo todo, sobretudo na linha mais figurativa. "Acho que essa série mostra que existe produção grande e significativa. Pessoas continuam pintando, mesmo com novas técnicas, novas formas de expressões", ilustra. O artista critica ainda uma tendência local a valorizar uma arte dita contemporânea, de formas abstratas, como única representante da produção atual.
"Existe, sobretudo, em espaços públicos a predominância de determinadas técnicas ou trabalho. Essa mostra expõe que há uma diversidade de linguagens. Mostra que, na contemporaneidade, tudo isso está inserido", argumenta. Todos os quadros foram pintados em óleo sobre tela, com um espaço para intervenção dos artistas retratados preparado para receber as técnicas de cada um. Entre elas, foram utilizadas, ainda, tinta acrílica, pastel, nanquim e carvão.
O livro
Cada artista foi convidado ao ateliê do anfitrião onde travavam um primeiro contato com o retrato e ali propunham sua intervenção. "Ele ficaram surpresos, até pela dimensão, porque a gente não é acostumado a se ver deste tamanho. Mas a maioria se reconheceu na tela e percebeu que eu tinha captado a personalidade de cada um", conta, destacando a natureza sublime da vivência que ele teve com cada artista, acompanhando seus processos criativos, aprendendo sobre suas técnicas e conversando com cada um.
Esse momentos foram registrados em fotografias reunidas em um livro que leva o mesmo nome da exposição, destacando um capítulo para cada artista onde é mostrado passo a passo da intervenção e o resultado final. O livro foi editado e impresso pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, contemplado no Prêmio J. Ribeiro de Publicação de Álbum/Livro de Arte, do I Prêmio Literário para Autor(a) Cearense, em 2010. Ele será vendido na exposição por R$ 80.
MAIS INFORMAÇÕES:
Diálogos - Abertura da exposição, amanhã, 19h30, no Dragão do Mar (Rua Dragão Mar, 81, Centro). Contato: (85) 3488.8600
Projeto rendeu documentário feito por alunos da Unifor
Além do registro fotográfico publicado em livro e das obras em si, a exposição "Diálogos" traz à luz do público um documentário elaborado por alunos do Grupo de Estudo de Documentário (GEDoc) do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza (Unifor) com depoimento dos 22 artistas convidados por Fernando França, que falam de seus processos criativos, suas percepções e concepções de arte.
Durante três meses, os alunos se debruçaram sobre as obras dos artistas retratados na exposição, gravando depoimentos onde eles comentam a experiência de ter suas obras visitadas pela de Fernando França e o desafio de intervir no resultado final das telas, dialogando e imprimindo seus traços.
O vídeo será lançado em uma primeira exibição durante a abertura da exposição, no dia 24, às 19 horas, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). De acordo com o coordenador do Grupo de Estudos professor Valdo Siqueira, a ideia é fazer também um recorte panorâmico da pintura cearense, "oferecendo ao espectador o retrato e a palavra gravada de cada criador".
Produção
O documentário foi produzido em 2011, após a finalização dos retratos da mostra. Cada artista comentou um pouco da sensação de se ver retratado e sobre a experiência criativa desenvolvida no ateliê de Fernando, propondo uma reflexão sobre os simbolismos da mostra, no uso da metalinguagem, dimensões das telas e recorte feito sobre a produção artística cearense.
FÁBIO MARQUESESPECIAL PARA O CADERNO 3
"DIÁLOGOS NO DRAGÃO"
O Memorial da Cultura Cearense (MCC) abre espaço para a exposição Diálogos, onde retratos de artistas cearenses serão apresentados pelas mãos e cores de Fernando França. A abertura será dia 24 de agosto, às 19h30. Os horários de visitação são de terça a quinta, das 9h às 19h, e de sexta a domingo, das 14h às 21h. O evento é gratuito e aberto ao público.
Estrigas
Influenciado pela linguagem dos quadrinhos, arte pela qual iniciou seus trabalhos, Fernando montou uma mostra que reflete a diversificada produção pictórica do Ceará, através de trabalhos metalingüísticos e cheios de intertextualidade.
São 23 retratos de óleo sobre tela, que medem 1,5 m x 2,5 m cada e trazem, no interior de balões, mensagens pintadas pelos próprios artistas retratados, sugerindo o diálogo e permitindo uma vasta coleção de estilos.
Como uma herança para as novas gerações, esta coletânea registra a memória artística cearense, apresentando alguns daqueles que, ao longo da história, têm contribuído para a sólida formação identidade cultural do Estado.
Durante a estadia na França, afastado de sua terra natal, o artista revela ter tido uma visão mais clara de seu núcleo social, de seu lugar e da realidade. A partir dessa nova perspectiva, surgiu a idéia de um trabalho que unisse os conceitos de compartilhar, ajuntar, agregar e confraternizar.
O processo de criação do acervo levou cinco anos para ser concluído e contou com a participação de todos os 22 artistas convidados, sendo eles: Estrigas, Nice, Heloysa Juaçaba, Hélio Rôla, Zé Tarcísio, Descartes Gadelha, Ascal, Félix, José Mesquita, Roberto Galvão, Aderson Medeiros, Alano Freitas, Carlos Costa, Vando Figueirêdo, Eduardo Eloy, Francisco Vidal Júnior, Claudio Cesar, Mano Alencar,Francisco Almeida, Totonho Laprovitera, José Guedes e Hermeterio. Os bastidores da produção podem ser acompanhados no blog.
Em mais de duas décadas de carreira, Fernando França já teve suas obras expostas em espaços culturais de diversas regiões do Brasil e na Europa, em países como Alemanha, França e Portugal. Com formação acadêmica em Letras, pela Universidade Federal do Ceará, ele começou a desenhar histórias em quadrinhos e se descobriu um artista plástico nato.
Acessibilidade
A equipe do Projeto Acesso, do Memorial da Cultura Cearense, fará mediação de áudio-descrição para portadores de deficiência visual que tenham interesse em visitar a exposição Diálogos. Também serão disponibilizados desenhos das obras em auto-relevo, textos de leitura em BRAILLE e LIBRAS.
Os mediadores vão colocar em prática técnicas aprendidas no curso “Áudio-descrição em Espaços Museológicos”, oferecido pelo Núcleo de Mediação Sociocultural do MCC, em parceria com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Agendamentos de visita para grupos de até 15 pessoas podem ser feitos pelos telefones (85) 3488.8604 e (85) 3488.8611.
Estrigas São 23 retratos de óleo sobre tela, que medem 1,5 m x 2,5 m cada e trazem, no interior de balões, mensagens pintadas pelos próprios artistas retratados, sugerindo o diálogo e permitindo uma vasta coleção de estilos.
Como uma herança para as novas gerações, esta coletânea registra a memória artística cearense, apresentando alguns daqueles que, ao longo da história, têm contribuído para a sólida formação identidade cultural do Estado.
Durante a estadia na França, afastado de sua terra natal, o artista revela ter tido uma visão mais clara de seu núcleo social, de seu lugar e da realidade. A partir dessa nova perspectiva, surgiu a idéia de um trabalho que unisse os conceitos de compartilhar, ajuntar, agregar e confraternizar.
O processo de criação do acervo levou cinco anos para ser concluído e contou com a participação de todos os 22 artistas convidados, sendo eles: Estrigas, Nice, Heloysa Juaçaba, Hélio Rôla, Zé Tarcísio, Descartes Gadelha, Ascal, Félix, José Mesquita, Roberto Galvão, Aderson Medeiros, Alano Freitas, Carlos Costa, Vando Figueirêdo, Eduardo Eloy, Francisco Vidal Júnior, Claudio Cesar, Mano Alencar,Francisco Almeida, Totonho Laprovitera, José Guedes e Hermeterio. Os bastidores da produção podem ser acompanhados no blog.
Em mais de duas décadas de carreira, Fernando França já teve suas obras expostas em espaços culturais de diversas regiões do Brasil e na Europa, em países como Alemanha, França e Portugal. Com formação acadêmica em Letras, pela Universidade Federal do Ceará, ele começou a desenhar histórias em quadrinhos e se descobriu um artista plástico nato.
Acessibilidade
A equipe do Projeto Acesso, do Memorial da Cultura Cearense, fará mediação de áudio-descrição para portadores de deficiência visual que tenham interesse em visitar a exposição Diálogos. Também serão disponibilizados desenhos das obras em auto-relevo, textos de leitura em BRAILLE e LIBRAS.
Os mediadores vão colocar em prática técnicas aprendidas no curso “Áudio-descrição em Espaços Museológicos”, oferecido pelo Núcleo de Mediação Sociocultural do MCC, em parceria com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Agendamentos de visita para grupos de até 15 pessoas podem ser feitos pelos telefones (85) 3488.8604 e (85) 3488.8611.
Serviço: Abertura da Exposição Diálogos, dia 24 de agosto, quarta-feira, às 19h30min, no Memorial da Cultura Cearense. Horários de visitação: Terça a quinta, das 9h às 19h (com acesso até 18h30). Sexta a domingo, das 14h às 21h (com acesso até 20h30). Acesso Livre. Agendamentos para áudio-descrição de grupos (85) 3488.8604 e (85) 3488.8611.
terça-feira, 19 de julho de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
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